2020-2030 Uma Década de Ciência do Oceano para Desenvolvimento Sustentável

16 Fevereiro 2021

Artigos de opinião

“Far and away, the greatest threat to the Ocean, and thus to ourselves, is ignorance.”

2020-2030 Uma Década da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável

 

No dia 5 de dezembro de 2017, as Nações Unidas declararam a Década da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada de 2021 a 2030. (“Década do Oceano | IOC UNESCO”)

De acordo com a Unesco, "a Década proporcionará uma oportunidade única para criar uma nova base, através da relação ciência-política, fortalecendo a gestão dos nossos oceanos e costas para o benefício da humanidade." Nas próximas décadas, o mundo en-frentará o impacto gerado por vários desafios ambientais, como as mudanças climáticas e o crescimento da população global. É urgente definir políticas de mitigação e ações cientificamente informadas. No entanto, nem a ciência nem os legisladores políticos podem atuar sozinhos. Através de uma cooperação internacional mais forte, a Década apoiará a pesquisa científica e a inovação tecnológica para garantir que a ciência responda às necessidades da sociedade. A Década fomentará o acesso a uma Literacia dos Oceanos precisa e apelativa, que fortalecerá a conexão do aluno com o oceano.

 

“Far and away, the greatest threat to the Ocean, and thus to ourselves, is ignorance”, words from Dr Sylvia Earle founder of Mission Blue. (“De longe, a maior ameaça para o Oceano e, portanto, para nós mesmos, é a ignorância”, palavras da Dra. Syl-via Earle, fundadora da Mission Blue).

 

Agora, mais do que nunca, as escolas são atores sociais fundamentais, sendo imprescindível a adoção de um papel intencional e proativo na criação da sociedade futura, promovendo a tomada de decisão informada, baseada não em medidas populistas, mas no melhor conhecimento científico e tradicional disponível.

As atividades e programas de Literacia dos Oceanos podem fornecer uma compreensão profunda e holística da influência do Oceano sobre nós e da nossa influência no Oceano; mais do que apenas sensibilizar, o objetivo é, também, encorajar todos os cidadãos e partes interessadas a adotar um comportamento informado e responsável em relação ao Oceano e seus recursos. Trata-se de fomentar o uso deste conhecimento para comunicar, agir e decidir, entendendo que temos responsabilidades individuais e coletivas para com o Oceano.

O CLIP já se juntou a esta onda azul global, pois acreditamos que o futuro será moldado por indivíduos extraordinários que colaborarão para enfrentar os desafios do século XXI, através de uma competência intelectual versátil, paixão pela descoberta, maior consciência social e um compromisso intransigente com um mundo melhor. Isso, como sabemos, está profundamente enraizado na nossa missão e visão.

Em novembro passado, organizamos o primeiro de uma série de webinars dedicados à Literacia dos Oceanos. Convidamos a Docapesca, um órgão público de gestão do sector das pescas, sendo um dos exemplos mais prolíficos e valorizados da “Economia Azul” portuguesa; um conceito emergente que incentiva uma melhor gestão do nosso oceano, ou recursos 'azuis'. Este modelo holístico visa o bem-estar humano e a equidade social, ao mesmo tempo apontando para a edução significativa dos riscos ambientais e a escassez ecológica.

A Docapesca é uma empresa pública tutelada pelo Ministério das Finanças e Ministério do Mar, sendo responsável por áreas muito diversas como a regulamentação das pescas, administração e autoridade portuária. Possui, ainda, sob a sua alçada, a jurisdição para a pesca e navegação marítima recreativas.

Na sua sessão no CLIP, a bióloga marinha Carla Tabaio explorou diferentes componentes de Literacia dos Oceanos usando o exemplo do carapau como referência para os diversos aspetos, desde biodiversidade e pesca sustentável, até à alimentação, logística de mercado ou consumo responsável.

O próximo webinar sobre Literacia dos Oceanos terá como foco a viagem de Magalhães e a sua contribuição não apenas para o conhecimento geográfico da época, como também o seu impacto nos campos da exploração espacial e da astronomia, até aos dias de hoje. Acompanhem o próximo evento nas redes sociais do CLIP e, por favor, subscrevam a nossa página @clipmarinesociety IG.

 

Francisco Ferreira - Clip Marine Society

2020-2030 Uma Década de Ciência do Oceano para Desenvolvimento Sustentável

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16 Fevereiro 2026
OPOMUN 2026 - Debate Overview
  OPOMUN 2026 brought together a diverse group of young delegates united by a shared commitment to diplomacy, collaboration, and global problem‑solving. Over three days, students engaged in thoughtful debate on humanitarian crises, climate security, economic development, disarmament, public health, and international governance. This extended overview provides a comprehensive narrative suitable for publication on the school website, highlighting key themes and including select quotes from official resolutions.   The conference stood out for the depth, ambition, and global awareness demonstrated by its delegates. Despite the range of issues addressed, the conference revealed a shared vision: protecting civilians, strengthening global systems, promoting sustainability, and cooperating across borders. The students showcased diplomacy, leadership, and critical thinking — qualities that reflect the school’s values and the potential of a generation ready to shape the world.   HUMANITARIAN PRIORITIES Across all committees, a strong humanitarian focus shaped the debates. Delegates consistently highlighted the need to protect civilians and guarantee access to essential aid. As stated in a Security Council resolution, “Ensuring immediate, safe, timely, and unimpeded access for humanitarian personnel and aid deliveries…” In the Human Rights Council, the urgency of safeguarding vulnerable populations was echoed: “the establishment of UN‑coordinated humanitarian corridors… to ensure the safe delivery of humanitarian assistance”. These discussions underscored the delegates' recognition that humanitarian protection is central to international peace and security.   STRENGTHENING GLOBAL GOVERNANCE Delegates also demonstrated a sophisticated understanding of the importance of transparency and accountability in global institutions. Anti‑corruption measures and institutional reform featured prominently. One resolution called for “Deploying UN‑backed forensic financial investigators to trace stolen assets abroad” Efforts to support more effective multilateral systems were present in multiple committees, showing that students recognise the need for trustworthy, well‑governed institutions.   CLIMATE CHANGE, AGRICULTURE, AND SECURITY With climate change increasingly linked to global insecurity, delegates integrated environmental concerns across many topics. An ECOSOC proposal introduced a major initiative, the “Global Farmer Safeguard and Adaptation Policy”, aimed at supporting food security, protecting farmers from climate-induced risks, and promoting sustainable agricultural practices. The connection between climate and instability was also raised in discussions on displacement, resource scarcity, and long‑term resilience.   INTERNATIONAL HEALTH PREPAREDNESS The WHO committees addressed both antimicrobial resistance and emergency preparedness. Delegates stressed the fragility of global health systems and emphasised the need for investment in infrastructure and crisis‑response capabilities. One resolution stated “strengthen hospital infrastructure, emergency care units, and mobile medical facilities… during pandemics, natural disasters, and armed conflicts” This future‑minded perspective highlighted students’ awareness of global interdependence and the lessons learned from recent public‑health emergencies.   TECHNOLOGY, SECURITY, AND INTERNATIONAL LAW Emerging technologies were a key theme, especially in disarmament. DISEC delegates focused on regulating drones, calling for “the establishment of the Automated Aerial Systems Monitoring Centre… to track registered commercial drones”. Their proposals demonstrated an understanding of the challenges posed by modern technologies when misused by non‑state actors.   TRANSNATIONAL CRIME AND ARMS CONTROL Across UNODC committees, delegates addressed threats posed by organised crime and illicit weapons flows. One resolution proposed “the establishment of Joint Maritime Task Forces… to monitor and intercept vessels suspected of violating international arms embargoes”. By focusing on international cooperation, financial transparency, and improved border management, students showed maturity in tackling complex global security issues.